Por Aline Matos
A população mundial está cada vez mais estressada, e no Brasil esse é um mal que cresce vertiginosamente. Segundo dados de 2018 da ISMA-BR (representante brasileira da International Stress Management Association) 72% dos brasileiros com idades entre 25 e 65 anos e ativos no mercado de trabalho sofrem com alguma sequela relacionada ao estresse.
A associação também aponta que o Brasil ocupa o segundo lugar no ranking mundial com mais pessoas afetadas pela Síndrome de Burnout. A síndrome tem como característica um alto nível de estresse e a presença de sensações negativas como incapacidade, exaustão, insuficiência, ceticismo e cinismo. Com sintomas bastante parecidos com os da depressão, o diferencial do quadro é a sua origem pautada especificamente em questões relacionadas ao trabalho.
Além do estresse ocasionado pelo trabalho, outras situações podem desencadear o quadro, como problemas familiares ou financeiros, doenças, violência, traumas e até mesmo pressões no âmbito escolar, como provas pré-vestibulares.
Como o estresse afeta o corpo humano?
Os impactos dos quadros de estresse no corpo humano são amplos e não atingem apenas o cérebro. “Pessoas que sofrem com a Síndrome de Burnout, por exemplo, costumam apresentar sintomas físicos e emocionais que acarretam em prejuízo não somente na carreira profissional, mas também nos relacionamentos interpessoais, além de problemas de saúde (como doenças cardiovasculares) e maior risco para uso abusivo de substâncias”, explica a psicóloga paulistana Aline Mossmann.
Dificuldades de concentração, ansiedade, lapsos de memória, além de sintomas físicos como dores de cabeça, insônia, taquicardia e fadiga também são comuns quando falamos de estresse, seja ele decorrente do excesso de trabalho ou de qualquer outro processo.
Este quadro faz com que o corpo libere hormônios como a adrenalina e o cortisol, que atuam quando o organismo percebe que há algum tipo de perigo. No entanto, quando há o chamado estresse crônico, que é considerado doença, a produção destes hormônios torna-se constante e pode causar danos ao organismo. O cortisol em excesso, por exemplo, pode afetar o sistema imunológico.
Onde buscar ajuda
Mas como saber se há uma condição instaurada que inspire tratamento e cuidados ou se é apenas algo passageiro e pontual? Buscar ajuda psicológica é o primeiro passo para compreender se há de fato um estresse crônico relacionado ou não. Com a detecção precoce, é possível impedir o avanço do quadro até que se torne uma depressão ou síndrome do pânico.
Além da necessidade de tratamento psicológico – que é indicado até mesmo como forma de prevenção, sobretudo nas novas e atribuladas rotinas do mundo contemporâneo, algumas ações complementares também trazem bons resultados no alívio do estresse. A acupuntura, terapia milenar, tem papel importante nisso.
Os benefícios da acupuntura, técnica da medicina chinesa tradicional, passaram a ser disponibilizados como terapia complementar pelo SUS – Sistema Único de Saúde no ano de 2018, com o intuito de prevenir e tratar uma série de doenças. Com o foco no entendimento holístico do indivíduo, ou seja, da totalidade entre corpo e mente, a acupuntura trata de forma única cada paciente, estimulando pontos energéticos com agulhas finas.
“Para a medicina tradicional chinesa existem cerca de 300 doenças tratáveis por acupuntura, e entre elas estão os quadros emocionais e psicológicos como ansiedade, depressão, insônia, fadiga crônica e Síndrome de Burnout”, relata o médico acupunturista Marcus Yu Bin Pai, colaborador e pesquisador em Acupuntura do Grupo de Dor no Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
Quando conciliada com a medicina ocidental, a técnica de acupuntura traz resultados ainda mais potentes para o equilíbrio do quadro geral de saúde do paciente, restabelecendo os níveis normais de estresse do organismo. Sim, isso mesmo: o chamado estresse positivo se manifesta quando a pessoa está diante de situações de enfrentamento ou esforço mental, e causa sintomas como respiração acelerada, batimentos cardíacos mais rápidos, tensão muscular e irritabilidade. Nada mais é do que o corpo mandando o recado de que entendeu que há um novo desafio ou situação para lidar.
Se esses sintomas persistem e começam a impactar a rotina diária, é essencial buscar o mais rápido possível ajuda médica e psicológica.
fonte: São Joaquim Online
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