O açafrão é uma raiz pertencente à família do gengibre que funciona como um ótimo tempero. Além disso, seus componentes são excelentes antioxidantes, que ajudam a proteger contra artrite e outras doenças. Parceira ideal de uma maçã picada ou de um café passado, a canela contém princípios ativos que melhoram a circulação sanguínea. Já o famoso chá de camomila, conhecido pelo efeito calmante, também atua aliviando as cólicas intestinais.
O uso das plantas para tratar e prevenir problemas de saúde é uma prática milenar e há muito reconhecida pela ciência. No Brasil, os fitoterápicos – produtos obtidos exclusivamente pelas matérias-primas ativas vegetais – são classificados como medicamentos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), desde que sejam aprovados em testes laboratoriais e em pesquisas com seres humanos.
No ano passado, o órgão passou a reconhecer também os fitoterápicos classificados como “produtos tradicionais”. Nesse caso, o registro pode ser feito com base apenas em informações históricas desde que haja, pelo menos, 30 anos de segurança e eficácia comprovados na literatura.
Com tantos benefícios para a saúde, os fitoterápicos são usados como tratamento complementar em diversas áreas. Uma das especialidades que têm se destacado nesse sentido é a nutrição.
– Atualmente, a quantidade de publicações sobre as ações terapêuticas das plantas tem crescido muito, assim como o interesse nesses produtos por parte da nutrição.
A fitoterapia auxilia não só na perda de peso mas também no correto funcionamento do organismo como um todo – explica a nutricionista funcional Juliana Bueno, especialista em fitoterapia.
Dentre as mais recentes pesquisas que mostram essa aproximação das duas áreas está um estudo realizado na Índia e publicado na revista Journal of Breast Cancer. O trabalho aponta que o consumo de curcumina, substância presente no açafrão, contribui para induzir células de câncer de mama à morte.
À medida que a química foi se aprimorando, pesquisadores começaram a isolar das plantas os princípios ativos responsáveis pela ação medicinal. Desenvolveram, então, medicamentos e produtos nos mais variados formatos – cápsulas, xaropes, pílulas – à base dessas substâncias.
Só que acabaram deixando de lado o seu potencial também in natura. Conforme o naturólogo e membro do Conselho Brasileiro de Fitoterapia (Conbrafito) Guilherme Rolfsen, uma das principais contribuições da nutrição está sendo aproximar os benefícios da fitoterapia ao dia a dia das pessoas por meio da dieta:
– Saber orientar o paciente sobre uma alimentação equilibrada, recomendando incluir nas refeições elementos como o alho ou temperos, que têm potencial fitoterápico, é muito importante para otimizar os resultados de um tratamento.
Para a nutricionista Juliana Bueno, é possível reduzir diversos sintomas relatados pelos pacientes por meio do uso das ervas aliadas à alimentação equilibrada e individualizada. O uso de produtos fitoterápicos serve como um complemento que potencializa os resultados.
– A alimentação é o pilar do trabalho do nutricionista, mas os chás e, em alguns casos, os extratos de fitoterápicos manipulados podem acelerar algumas conquistas na saúde dos pacientes – explica Juliana.
Produtos devem ser prescritos por especialistas
Ainda que seja benéfica na maioria dos casos, é fundamental que a prescrição desses produtos seja feita por um profissional qualificado. Em 2013, o Conselho Federal de Nutricionistas publicou uma resolução que regulamenta a prática da fitoterapia pelos profissionais da área, concedendo a eles um respaldo legal para prescrever os produtos.
A resolução, entretanto, foi alterada neste ano e, a partir de 2016, somente os nutricionistas que portem um título de especialista em fitoterapia poderão recomendar os fitoterápicos.
Conforme a nutricionista Gilberti Hubscher, membro do Conselho Regional de Nutricionistas, a indicação de fitoterápicos, assim como de qualquer dieta, deve ser feita a partir de uma avaliação criteriosa do indivíduo, das suas necessidades, do seu histórico de vida e da sua carga genética:
– Não dá para dizer que todo fitoterápico é bom para todo mundo. É preciso saber de que forma ele vai agir, por quanto tempo e até que ponto pode beneficiar. Muitos desses produtos interagem com os nutrientes do corpo, com os medicamentos que tomamos e, por isso, qualquer prescrição deve ser avaliada com muito cuidado – alerta.
fonte: ZH Vida
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